GRUPO INTERCOBROS. Empresa de gestión de cobros con Abogados especialistas en: Morosos, Impagados y Deudas en España / Francia / Portugal / Italia

Para WordPress / Rank Math, te recomiendo: Título de la imagen: Cobrança de dívidas em Espanha para empresas portuguesas Texto alternativo: Ilustração de Grupo Intercobros sobre cobrança de dívidas em Espanha para empresas portuguesas com clientes que não pagam.

Cobrança de dívidas em Espanha: guia para empresas portuguesas com clientes que não pagam

Tabla de contenidos

A cobrança de dívidas em Espanha é o processo pelo qual uma empresa portuguesa recupera faturas vencidas e não pagas por um cliente espanhol, primeiro por via extrajudicial e, se necessário, por via judicial. Na maioria dos casos, a sua empresa não tem de se deslocar a Espanha nem de recorrer de imediato aos tribunais: uma negociação profissional, conduzida em espanhol e apoiada na lei espanhola, resolve a maior parte das dívidas entre empresas.

O problema raramente é jurídico. É operacional e, sobretudo, de tempo. Em Espanha, o prazo de prescrição das dívidas comerciais é muito mais curto do que em Portugal, e muitas empresas portuguesas só o descobrem quando já é tarde. Este guia explica, de forma prática, o que diz a lei espanhola, quanto tempo tem para agir, como funciona a cobrança extrajudicial, quando faz sentido avançar para tribunal e que documentação deve preparar.

O essencial em 60 segundos

  • Prazo legal de pagamento entre empresas em Espanha: 30 dias por defeito e nunca mais de 60 dias, mesmo que as partes acordem outra coisa.
  • Juros de mora: automáticos, à taxa do Banco Central Europeu acrescida de 8 pontos percentuais.
  • Indemnização por custos de cobrança: mínimo fixo de 40 euros por fatura, sem necessidade de interpelação.
  • Prescrição: regra geral de 5 anos em Espanha, contra 20 anos como prazo ordinário em Portugal.
  • Via extrajudicial primeiro: é mais rápida, mais económica e, na maioria das ações civis, passou a ser um passo prévio exigido pela lei espanhola antes de se poder demandar.
  • Via judicial: o processo monitório espanhol permite reclamar dívidas documentadas sem limite de valor.

Porque é que tantos clientes espanhóis pagam tarde?

Espanha é o principal parceiro comercial de Portugal. Segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal divulgados pela AICEP, Espanha absorve perto de um quinto das exportações portuguesas de bens e serviços. Com esse volume de negócio, é inevitável que uma parte das faturas fique por pagar.

A isto soma-se uma cultura de pagamento lenta. De acordo com o último relatório anual do Observatório de Morosidade da CEPYME, o prazo médio de pagamento entre empresas em Espanha ronda os 80 dias, cerca de um terço acima do máximo legal de 60 dias. Por outras palavras: pagar tarde é frequente, e o devedor espanhol habituado a fazê-lo só altera a ordem dos pagamentos quando sente uma pressão profissional e consistente.

Para uma empresa portuguesa, há três dificuldades adicionais:

  1. O idioma. O português e o espanhol entendem-se a meias, e é precisamente nesse meio-entendimento que o devedor se refugia para adiar compromissos.
  2. A distância. O devedor sabe que dificilmente alguém se deslocará a Madrid, Valência ou Sevilha por uma fatura de quatro dígitos.
  3. O desconhecimento do sistema espanhol. Poucas empresas portuguesas conhecem os prazos legais, os juros automáticos ou os efeitos de uma reclamação formal na prescrição.

O que diz a lei espanhola sobre prazos de pagamento entre empresas?

As operações comerciais entre empresas em Espanha regem-se pela Lei 3/2004, de medidas de luta contra a morosidade nas operações comerciais, que transpõe a Diretiva 2011/7/UE, a mesma que em Portugal deu origem ao Decreto-Lei n.º 62/2013. O quadro de base é, portanto, comum aos dois países, o que facilita muito a reclamação.

Prazo máximo de pagamento

Se o contrato não fixar prazo, o cliente espanhol deve pagar no prazo de 30 dias após a receção dos bens ou a prestação dos serviços. As partes podem alargá-lo, mas nunca para além de 60 dias. Uma cláusula que ultrapasse esse limite não produz efeitos.

Juros de mora automáticos

Vencido o prazo, o devedor entra em mora sem necessidade de qualquer interpelação. Os juros legais de mora correspondem à taxa de juro do Banco Central Europeu acrescida de 8 pontos percentuais, salvo se as partes tiverem acordado outra taxa que não seja abusiva para o credor.

Indemnização por custos de cobrança

Para além dos juros, o credor tem direito a uma indemnização fixa de 40 euros pelos custos de cobrança, acrescida dos custos razoáveis comprovados que ultrapassem esse valor. É um direito que quase nunca se reclama e que convém incluir desde o primeiro requerimento: transforma a conversa com o devedor, que deixa de discutir se paga e passa a calcular quanto lhe custa continuar sem pagar.

Prescrição: em Espanha, o prazo é muito mais curto do que em Portugal

Este é o ponto que mais empresas portuguesas desconhecem. Em Portugal, o prazo ordinário de prescrição previsto no Código Civil é de 20 anos. Em Espanha, as ações pessoais sem prazo especial prescrevem, em regra, ao fim de 5 anos, nos termos do artigo 1964.º do Código Civil espanhol.

Na prática, uma empresa portuguesa que raciocine com os prazos do seu país pode deixar passar o momento em que a dívida ainda é exigível em Espanha. E mesmo antes de prescrever, a dívida perde valor todos os meses: o devedor pode mudar de morada, de administração ou simplesmente esvaziar o seu património.

Como se interrompe a prescrição em Espanha

O artigo 1973.º do Código Civil espanhol prevê que a prescrição se interrompe com a reclamação extrajudicial do credor, com o reconhecimento da dívida pelo devedor ou com a ação judicial. Por isso, um requerimento formal de pagamento enviado de forma fehaciente (por exemplo, por burofax, o envio certificado com conteúdo comprovado que se utiliza habitualmente em Espanha) não serve apenas para pressionar: protege o direito de crédito e volta a pôr o prazo a zero.

Como funciona a cobrança extrajudicial em Espanha?

A cobrança extrajudicial consiste em negociar o pagamento diretamente com o devedor, sem intervenção do tribunal, usando a lei espanhola como alavanca. É a via pela qual se resolve a grande maioria das dívidas entre empresas, porque um devedor com tensões de tesouraria não paga a todos os fornecedores: paga aos que considera imprescindíveis e aos que o pressionam com critério.

Há ainda uma razão legal para começar sempre por aqui. A Lei Orgânica 1/2025 estabeleceu que, na maioria das ações civis, é necessário tentar previamente um meio adequado de resolução de litígios antes de apresentar uma ação em tribunal. A negociação direta entre as partes é uma das vias admitidas. Uma gestão extrajudicial bem documentada cobra mais depressa e, se for preciso avançar, deixa o caminho judicial preparado.

As seis fases de uma gestão extrajudicial profissional

  1. Análise do processo. Verificação documental, antiguidade da dívida, situação registal e solvência aparente do devedor.
  2. Localização do interlocutor certo. Quem atende o telefone raramente é quem decide o pagamento. Chegar ao decisor é metade do trabalho.
  3. Requerimento formal de pagamento. Reclamação do capital, dos juros de mora e da indemnização por custos de cobrança, com a Lei 3/2004 citada expressamente.
  4. Negociação. Contacto continuado por telefone, correio eletrónico e por escrito. O objetivo não é uma promessa vaga, é um compromisso com data e forma de pagamento.
  5. Acordo e formalização. Pagamento único ou plano de pagamentos documentado e, sempre que possível, reconhecimento escrito da dívida.
  6. Acompanhamento do cumprimento. Um acordo que não se vigia é uma dívida adiada. Cada vencimento é controlado e cada incumprimento é retomado de imediato.

Que resultado se pode esperar

Na carteira que gerimos em Espanha, a taxa de recuperação extrajudicial em dívidas entre empresas situa-se nos 72%. É um dado próprio do Grupo Intercobros, calculado sobre o número de processos cobrados (e não sobre o montante), em carteiras com antiguidade entre 30 e 360 dias. Não é uma média do setor nem uma garantia: o resultado de cada caso depende da antiguidade da dívida, da solvência real do devedor e da qualidade da documentação.

Quando faz sentido avançar para a via judicial em Espanha?

A via judicial justifica-se quando o devedor tem capacidade de pagamento mas recusa pagar sem motivo, ou quando incumpre um acordo já assinado. Nesse momento, o trabalho extrajudicial anterior torna-se decisivo: um devedor que reconheceu a dívida por escrito tem muito pouca margem para se opor.

Os instrumentos mais habituais são:

  • Processo monitório. Procedimento rápido para dívidas em dinheiro, vencidas e documentadas, sem limite de valor. Se o devedor não pagar nem se opuser no prazo legal, o credor pode avançar diretamente para a execução.
  • Ações declarativas. Quando o devedor se opõe, o litígio segue para um processo declarativo, verbal ou ordinário consoante o valor.
  • Injunção de pagamento europeia. Prevista no Regulamento (CE) n.º 1896/2006 para litígios transfronteiriços, é uma alternativa a avaliar caso a caso.
  • Execução e penhora. Com um título executivo, é possível penhorar contas bancárias, créditos sobre terceiros, veículos ou imóveis do devedor até cobrir a dívida.

No Grupo Intercobros, a via judicial é conduzida pelo nosso departamento jurídico próprio e realiza-se sempre mediante orçamento prévio, para que a sua empresa conheça o custo antes de decidir.

Que documentação deve reunir para cobrar uma dívida em Espanha?

Quanto mais completo chegar o processo, mais depressa arranca a gestão e mais forte é a posição negocial. O mínimo indispensável:

  1. Dados completos do devedor, incluindo o NIF espanhol da empresa (antigo CIF).
  2. Faturas não pagas, com datas de emissão e de vencimento.
  3. Encomenda, contrato ou confirmação de pedido que comprove a relação comercial.
  4. Guias de remessa ou prova de entrega da mercadoria ou de prestação do serviço.
  5. Extrato de conta corrente do cliente, com pagamentos parciais, se existirem.
  6. Histórico de reclamações: correios eletrónicos, cartas e qualquer reconhecimento da dívida.

Se faltar algum destes elementos, não é motivo para desistir. Avaliamos o processo na mesma e indicamos o que se pode reconstruir.

Os erros que mais prejudicam uma cobrança em Espanha

  • Esperar demasiado. É o erro mais caro, sobretudo com um prazo de prescrição muito mais curto do que o português.
  • Reclamar apenas em português. Uma mensagem que o devedor não entende bem é uma mensagem fácil de ignorar.
  • Ameaçar sem estratégia. Anunciar ações judiciais que depois não avançam destrói a credibilidade do credor.
  • Não documentar a dívida. Uma cadeia documental incoerente é o principal motivo de oposições bem-sucedidas.
  • Aceitar adiamentos sem garantias. Um plano de pagamentos sem datas nem reconhecimento escrito acaba, quase sempre, num novo incumprimento.

Quando deve externalizar a cobrança de um cliente espanhol?

O momento certo é quando a gestão interna deixa de trazer informação nova. Há três sinais claros:

  1. O devedor deixa de responder por escrito e só fala ao telefone, sem confirmar nada.
  2. Incumpre um acordo de pagamento já assumido.
  3. Surge uma reclamação de qualidade apenas no vencimento, e não no momento da entrega.

Externalizar não é desistir do cliente. É devolver à sua equipa o tempo que estava a perder e colocar o processo nas mãos de quem negoceia em Espanha todos os dias.

Como trabalha o Grupo Intercobros

O Grupo Intercobros é uma empresa espanhola especializada na recuperação de dívidas entre empresas, com mais de 20 anos de experiência no setor e gestão direta em Espanha, Portugal, França e Itália.

  • Via extrajudicial sempre em primeiro lugar. Só se avança para tribunal quando é a única saída real e com a sua autorização expressa.
  • Honorários apenas em caso de êxito na fase extrajudicial: sem custos iniciais nem quotas. A percentagem é avaliada caso a caso, em função da antiguidade da dívida, do país do devedor e das características da carteira.
  • Gestor de conta cliente atribuído: uma pessoa especializada em assessoria, conhecedora do mercado B2B e B2C, sempre a mesma, que faz a ligação entre a sua empresa e a equipa de recuperação.
  • Área Cliente com aplicação móvel: consulta do estado de cada processo, das gestões realizadas e das cobranças, em tempo real.
  • Gestores de cobranças resolutivos, esteja onde estiver o devedor, com capacidade para apresentar também ações judiciais contra devedores em Portugal, França e Itália.

Glossário da cobrança em Espanha

  • Burofax: envio certificado com prova de conteúdo e de receção, muito utilizado em Espanha para reclamações formais.
  • Proceso monitorio: processo monitório espanhol, para dívidas em dinheiro vencidas e documentadas, sem limite de valor.
  • Requerimiento de pago: requerimento formal de pagamento dirigido ao devedor.
  • Reconocimiento de deuda: documento em que o devedor reconhece o montante em dívida; interrompe a prescrição.
  • NIF: número de identificação fiscal da empresa espanhola, equivalente ao NIPC português.
  • Registro Mercantil: registo comercial espanhol, onde se consultam administradores, morada social e contas anuais.
  • MASC: meios adequados de resolução de litígios, exigidos em regra antes de demandar.

Perguntas frequentes sobre a cobrança de dívidas em Espanha

Uma empresa portuguesa pode cobrar uma dívida em Espanha sem se deslocar?

Sim. Toda a gestão extrajudicial é feita sem que a empresa portuguesa tenha de se deslocar ou de ter estrutura em Espanha. A negociação é conduzida em espanhol, com a lei espanhola como alavanca, e a sua empresa acompanha cada processo através do gestor de conta cliente atribuído e da Área Cliente.

Qual é o prazo de prescrição de uma dívida comercial em Espanha?

A regra geral para as ações pessoais é de 5 anos, muito inferior ao prazo ordinário de 20 anos em Portugal. A prescrição interrompe-se com uma reclamação extrajudicial formal, com o reconhecimento da dívida pelo devedor ou com a ação judicial.

Que juros posso exigir a um cliente espanhol que paga tarde?

Nas operações entre empresas, os juros de mora são automáticos e correspondem à taxa do Banco Central Europeu acrescida de 8 pontos percentuais, salvo outra taxa acordada que não seja abusiva. Acresce uma indemnização mínima de 40 euros por custos de cobrança.

Qual é o prazo máximo de pagamento entre empresas em Espanha?

Sem acordo, o prazo é de 30 dias. As partes podem alargá-lo, mas nunca para além de 60 dias. Qualquer cláusula que ultrapasse esse limite não produz efeitos.

É obrigatório tentar um acordo antes de ir a tribunal em Espanha?

Na maioria das ações civis, sim. A Lei Orgânica 1/2025 exige, em regra, uma tentativa prévia de resolução extrajudicial antes de demandar. A negociação direta entre as partes é uma das vias admitidas, o que reforça a importância de começar pela via extrajudicial.

Quanto custa cobrar uma dívida em Espanha com o Grupo Intercobros?

Na fase extrajudicial, não há custos iniciais nem quotas: os honorários são cobrados apenas em caso de êxito, sobre o montante recuperado. A percentagem é avaliada caso a caso. A via judicial realiza-se sempre mediante orçamento prévio.

Quanto tempo demora a cobrança de uma dívida em Espanha?

Por via extrajudicial, os primeiros resultados surgem habitualmente nas primeiras semanas de gestão e muitos acordos fecham-se em poucos meses. A via judicial é mais lenta e depende sobretudo de o devedor se opor ou não.

Vale a pena reclamar uma fatura de valor reduzido?

Depende do conjunto da carteira e não da fatura isolada. Quando existem várias faturas do mesmo devedor ou vários clientes espanhóis em atraso, a gestão é rentável. Por isso analisamos sempre a carteira completa antes de definir a estratégia.

O que acontece se o devedor espanhol não responder?

O silêncio inicial é frequente. Um contacto profissional, insistente e em espanhol, combinado com um requerimento formal que cite a lei aplicável, muda essa dinâmica. Se a negociação se esgotar, avalia-se a via judicial com orçamento prévio.

Fontes e legislação de referência

Recupere o que lhe devem em Espanha

Se a sua empresa tem faturas por cobrar a clientes espanhóis, o primeiro passo não tem qualquer custo: analisamos a sua carteira gratuitamente e dizemos-lhe, com franqueza, o que é recuperável, em que prazo e com que estratégia.

A partir daí, trabalhamos com honorários apenas em caso de êxito na fase extrajudicial, e terá um gestor de conta cliente atribuído, sempre a mesma pessoa, que acompanha cada processo consigo. Se algum caso não for recuperável, também lho diremos.

Pedir a análise gratuita da minha carteira

¿Sigues con dudas? Pide ayuda desde el FORMULARIO

Podemos aconsejarte sobre:

Pregunta sin compromiso…

* Indica el motivo de tu consulta por favor:

¿Facturas impagadas?

Sin costes iniciales ni cuotas,
EXCLUSIVO A RESULTADOS en Gestión de Cartera.

Te puede interesar...

Deixe um comentário

¿Facturas sin cobrar?

grupo-intercobros-blog-cero-euros-pequeña

 Aportamos soluciones.

Partners

Has pensado en ser uno de nuestros partners. Conoce ahora las ventajas que te propone Grupo Intercobros al formar parte de su cartera de colaboradores.

Más Información

Filtro de etiquetas

Comienza a recuperar tus facturas impagadas contratando ahora nuestros servicios de gestión de cobros

Muchas empresas ya disfrutan de nuestros servicios de recobro de morosos y abogados especializados.
“El buen control de un negocio es poder cumplir con las previsiones financieras.”

¿Te puedo ayudar?

Área clientes

Inicia sesión

login-tick-muñeco-grupo-intercobros

Contrato Cliente

En breve nuestro equipo de atención al cliente te enviará tu contrato por e-mail y podrás aceptarlo con un SIMPLE CLICK al instante desde tu ordenador o dispositivo móvil.

Presupuesto Online

Esta información nos ayudará a diseñar una estrategia personalizada, sin ningún compromiso.

INDICA LA CUANTÍA A RECUPERAR
INDÍCANOS A QUIÉN Y DÓNDE ENVIAR EL PRESUPUESTO